HÁ ESPAÇO PARA OS PRODUTOS PARANAENSES NO EXTERIOR


Pequenos e médios executivos ainda desconhecem os benefícios das alianças realizadas pelo comércio exterior.

Talvez as pequenas empresas paranaenses ainda não saibam o quanto podem ganhar com suas produções lá fora, no exterior. Da mesma maneira que existe uma demanda positiva de oferta e procura aqui no Brasil, existem outros países que também necessitam de novos produtos e o Paraná possui grande potencial para suprir esta demanda, seja com empresas pequenas, médias ou grandes. Mas, por que os pequenos empresários ainda possuem resistência quando o assunto é exportar?

Para o supervisor de exportação da Mundial Import & Export Solutions, Alceu Braga Junior, primeiramente é necessário que o empresariado perca o “medo” da palavra “exportação” e faça um mapeamento interior de sua empresa, seja para checar o estoque ou até mesmo organizar questões burocráticas. “Uma empresa organizada, com as estratégias bem definidas passa credibilidade, pois o mercado lá fora tem espaço para produtos brasileiros e aqui no Paraná temos diversas indústrias de qualidade. Basta que eles cheguem até o comprador final”, diz.

Após checar que toda a documentação está em dia com a Receita Federal, é hora de buscar uma assessoria aduaneira e um escritório contábil. Se a empresa já possui, é importante obter orientações quanto aos subsídios governamentais que dão suporte para o empresariado exportar. “Muitos deles não têm conhecimento do processo de exportação e das vantagens deste tipo de negócio. Dependendo do caso, ocorre a isenção parcial ou até mesmo total de impostos e, além disso, uma marca que aposta na venda internacional agrega valor e gera competitividade”, explica Alceu.

Mesmo com o mercado atual favorecendo a importação, Alceu garante que é possível exportar com sucesso e de forma segura. “Basta ser claro, fazer um planejamento e expor toda a forma de processo de trabalho ao seu cliente, desde o momento que a mercadoria sai da fábrica até a chegada ao destino. Mas antes disso, é importante entender bem o mercado lá fora e ver qual país tem mais a ver com o perfil do seu produto”.

Por isso, é necessário que as empresas saibam a fundo quais as necessidades do seu cliente e depois conheçam os interlocutores que farão todo o processo e se programem, assim será possível exportar com sucesso e tornar a marca mais forte. “Claro que todos os países possuem entraves internos, mas vale a pena se planejar e ver qual é o melhor para o seu negócio. Exportar é fácil se o processo for feito de maneira profissional”, diz.

De grão em grão

Os produtos das empresas paranaenses podem ser muito bem valorizados em diversos países, seja em continentes mais distantes ou até mesmo na própria América Latina. A curitibana Lucca Café Especiais é um exemplo de empresa paranaense que acreditou no potencial e começou a exportar o produto para o Chile. “Há um ano fechamos parceria com uma empresa que levou a marca para a capital Santiago e abriu duas lojas. Nós, aqui do Brasil, fornecemos os grãos torrados para os estabelecimentos. A aliança vem dando certo e estamos contentes com os rumos do negócio”, explica Luiz Otávio Franco de Souza, proprietário da marca.

Com isso, a Lucca Café Especiais conseguiu ampliar a marca no exterior e, a partir do ano que vem, os grãos serão moídos nas próprias unidades da capital chilena, o que, segundo Souza, é um excelente resultado do trabalho conquistado por lá. “Os chilenos conheceram nosso produto, pediram licença para trabalhar a marca e agora comercializam nosso jeito de fazer café por lá. E vender para eles é como se estivéssemos vendendo para o nosso mercado interno, basta que sua empresa se planeje e acredite no potencial”, diz.

Fonte: Jornal Meu Paraná.

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